Tudo é reformado e limpo, mas não há uma manutenção regular para cuidar dos projetos que foram implantados na cidade e também para recolher o lixo e entulho que as pessoas jogam pelas ruas.
Foto: Rafaella Pierna
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Quem anda pela cidade de São Paulo, já percebeu que foram instaladas nas praças públicas da cidade, equipamentos de academia adaptados para serem utilizados sem precisar de eletricidade. Inicialmente, o projeto foi para tentar ocupar o espaço nas praças que era usado pelas pessoas que jogavam lixos e entulhos nesse local, e junto com esse projeto, o município de São Paulo também recebeu parquinhos com materiais recicláveis para as crianças.
A moradora da Zona Norte de
São Paulo, Regiane Maria (50), fala que ainda é importante ter essas praças
pelos bairros e desabafa sobre a falta de educação das pessoas, dizendo que “as
pessoas não tem noção de como é jogar o lixo no córrego, nas praças, entope
tudo quando chove, não pode ser feito isso”, desabafa. E falando sobre educação
e respeito com o Planeta, nós sabemos que o Brasil ainda não evoluiu nesses
dois quesitos, pois vemos lixo e destruição pelas ruas de São Paulo diariamente.
| Foto: Rafaella Pierna |
A prefeitura da cidade
instalou Eco Pontos para receber esses entulhos e outros materiais recicláveis
para que as pessoas levem até esses pontos e não descartem nas praças públicas
e nas ruas. “Entulho, madeira, sofá, toda a parte plástica que seria Coca-Cola,
que a gente vê muito na rua, garrafa plástica, copos descartáveis. A pessoa
joga na rua porque ela não tem consciência, mas ela tem onde descartar, e toda
pessoa tem direito aqui a um metro cúbico por dia, a pessoa joga por não ter o
mínimo de consciência e respeito com a natureza”, conta Juliana Santos, que é
Agente Ambiental no Eco Ponto da prefeitura no bairro da Casa Verde, Zona Norte
de São Paulo.
Há 5 anos, mais ou menos, em
São Paulo, a cada 10 passos, tinha um cesto de lixo nos postes da cidade, hoje,
para conseguimos encontrar um tem que procurar bastante. Mas, esse ano, começou
a surgir campanhas como SP Linda ou SP Limpa, para conscientizar as pessoas de
que lugar de lixo, é no lixo. Tentamos entrar em contato com a Secretaria de
Meio Ambiente de São Paulo e com a empresa INOVA, que está divulgando essas
duas campanhas, mas nem a Secretaria e nem a empresa quiseram se
responsabilizar pelo projeto e não concederam a entrevista.
| Foto: Rafaella Pierna |
Paulo Rogério Ferreira (49), que trabalha com a Agente Ambiental Juliana, demonstra o amor pela profissão que escolheu exercer, dizendo que gosta muito do serviço e que não percebeu nenhum preconceito desde que foi trabalhar no Eco Ponto.
Mesmo a Secretaria de Meio Ambiente
e a empresa INOVA não querendo se responsabilizar pelo projeto SP Limpa, dá para
perceber que os trabalhadores, pelo menos, se importam e fazem o que deve ser
feito pela cidade. Basta agora o cidadão brasileiro se reeducar e começar a
jogar o lixo no lugar certo, cuidar dos lugares públicos e, principalmente,
educar essa nova geração de jovens que está chegando para ajudar a cuidar do Planeta.
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